ESTE TEXTO É UM TRECHO DE UMA OBRA QUE AINDA ESTOU ESCREVENDO GOSTARIA DE SABER A OPINIÃO DE MEUS LEITORES POSTEM COMENTÁRIOS:
Sendo a vida um grande teatro uma peça em um único ato, acredito que não há coatuantes, a vida é um ato insano sem direção nem texto programado, um grande improviso sem roteiros nem rumos certos. Há quem acredite ser astro principal, mas na verdade cada um é principal no seu próprio ato, e não mais que isso. Sempre fui de ensaiar loucuras de madrugada, conversar comigo mesmo, a madrugada sempre fora a hora dos loucos, isso por que todo demente é egoísta e se importa simplesmente com se próprio ego. A madrugada é quando o mundo para, e o silêncio trás ao louco a certeza de que o palco é seu, e em um incansável monólogo se convence com seu espetáculo individual onde é o único ator e ao mesmo tempo a única pessoa na plateia, aplaude e atua ao mesmo tempo. Uma coisa eu aprendi bem rápido, desde criança sei usar a persona que me convêm, aprendi a escolher minha própria máscara. Maquiavelicamente sempre soube fazer as pessoas agirem de forma que me favorecessem, saindo como pobre coitado que não oferece risco nenhum, pelo contrário necessita de compaixão, e de tanto fazer papel de indefeso com o tempo até eu acreditava nessa ideia. A escuridão da sala não tem nada haver com minha infância, cheia de luzes, sabores e cores (lembranças) um contraste com meu novo mundo de sombra e solidão, agora prefiro companhias mais destrutivas, meu mundo de sombra esfumaçando com cheiro de cigarro, e um hálito de álcool e café. Não troco minha solidão por nem uma das gargalhadas de minha infância, minha infância me assombra, toda criança e vulnerável a verdade monstruosa que se escondi em armário, eu me sinto seguro sozinho, não sei o que me atrai na solidão, só sei que a solidão me atrai. Não me pergunte por que. Mais é! Talvez seja por que sozinho possa fazer isso, conversar comigo mesmo, conversar sozinho sem ser julgado o censurado por ninguém. Talvez eu seja louco. Com o tempo eu aprendi a fazer isso...
