Archive for 04/04/11

GOSTOS E DESGOSTOS


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ESTE TEXTO É UM TRECHO DE UMA OBRA QUE AINDA ESTOU ESCREVENDO GOSTARIA DE SABER A OPINIÃO DE MEUS LEITORES POSTEM COMENTÁRIOS:

Sendo a vida um grande teatro uma peça em um único ato, acredito que não há coatuantes, a vida é um ato insano sem direção nem texto programado, um grande improviso sem roteiros nem rumos certos. Há quem acredite ser astro principal, mas na verdade cada um é principal no seu próprio ato, e não mais que isso. Sempre fui de ensaiar loucuras de madrugada, conversar comigo mesmo, a madrugada sempre fora a hora dos loucos, isso por que todo demente é egoísta e se importa simplesmente com se próprio ego. A madrugada é quando o mundo para, e o silêncio trás ao louco a certeza de que o palco é seu, e em um incansável monólogo se convence com seu espetáculo individual onde é o único ator e ao mesmo tempo a única pessoa na plateia, aplaude e atua ao mesmo tempo. Uma coisa eu aprendi bem rápido, desde criança sei usar a persona que me convêm, aprendi a escolher minha própria máscara. Maquiavelicamente sempre soube fazer as pessoas agirem de forma que me favorecessem, saindo como pobre coitado que não oferece risco nenhum, pelo contrário necessita de compaixão, e de tanto fazer papel de indefeso com o tempo até eu acreditava nessa ideia. A escuridão da sala não tem nada haver com minha infância, cheia de luzes, sabores e cores (lembranças) um contraste com meu novo mundo de sombra e solidão, agora prefiro companhias mais destrutivas, meu mundo de sombra esfumaçando com cheiro de cigarro, e um hálito de álcool e café. Não troco minha solidão por nem uma das gargalhadas de minha infância, minha infância me assombra, toda criança e vulnerável a verdade monstruosa que se escondi em armário, eu me sinto seguro sozinho, não sei o que me atrai na solidão, só sei que a solidão me atrai. Não me pergunte por que. Mais é! Talvez seja por que sozinho possa fazer isso, conversar comigo mesmo, conversar sozinho sem ser julgado o censurado por ninguém. Talvez eu seja louco. Com o tempo eu aprendi a fazer isso...

CIDADES DE INTERIOR


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Como primeiro ato dessa minha simples página, dividirei com os leitores um poema que escrevi a algum tempo, poema que fala da vida simples de interior, forte de inspiração para a nossa poesia regional. Mostando o Orgulho de ser um Autêntico Goiano:

CIDADE DA CAPELA 

Meu país é o Brasil
No Brasil tem um Estado
O Estado de Goiás
Que é no meio do cerrado.

Com cidades hospitaleiras
De gente trabalhadeira
Fazendo evoluir
Em Goiás tem uma cidadezinha
Chamada Heitoraí.

Uma mocinha bela
Antes era capela
Tem pessoa feliz 
À noite vou passear
Na praça da matriz.

O verde prevaleceu
Combinando com o céu azul
Em dia de calor
Tem banho no Rio Urú.

Tem mangueira e jabuticabeira
Cagaita e cajá-manga
Pescaria pra quem gosta
Sem destruir a encosta.

No mês de maio
Heitoraí tem festival
Onde mostra sua arte
Seus artistas e talentos
Na cultura despontando
E mostrando seu valor
Heitoraí tem uma avenida
Chamada Coronel Heitor.

Onde tem uma casa
Com quintal e com mirante
A mãe natureza aqui perto
Não muito distante.

Cidadezinha caprichosa
Onde criança brinca feliz
E até que foi embora
Um dia voltar quis.